quarta-feira, 11 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Procuro-te no Mundo
Fecho os olhos e procuro-te nesse
mundo dos sentidos que fica sob as nossas pálpebras.
Percorro caminhos ínvios por dentro
de mim, sempre a passo lento e curto, palmilhando esta cidade subterrânea e
mágica, esta cidade interior, única e encantada. Encantada de nós. Ainda ontem eras matéria nestas praças,
nestas ruas; ainda ontem te conseguia alcançar, numa dança de toques furtivos e
tremores de pele; ainda ontem fazias nascer flores nas bermas dos meus olhos,
fazendo sorrir a própria Primavera. Fecho os olhos e procuro-te no meu mundo,
sabendo que só aqui te encontrarei, e no entanto numa alquimia que só mágicos
como nós percebem, pressinto que é neste mundo que jamais te encontrarei.
És sazonal e livre como os
malmequeres do campo e deixas cair o brilho das manhãs quando te (a)colhem.
És sazonal e livre como os humores da
Primavera e sempre que te quero sol e brilho, ofereces-me a ventania nos cabelos
e a chuva fresca nos meus olhos.
Fecho os olhos e procuro-te. No mundo.
Olívia Santos
quarta-feira, 28 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Amar "A capella"
Tenho saudades das noites
em que dedilhavas o meu corpo
como cordas de viola
eu sorria, apenas sorria
e amava-te "a capella"
Olívia Santos
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Beijo
Não há espaço euclidiano
que limite a vontade de beijar
não há ferro nem fogo que o impeça
nem frio polar que o torne inerte
Não há grades
que consigam prender
o beijo
que quer acontecer
Olívia Santos
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Café
Pedes dois cafés
um, mais curto, menos doce
nunca imaginei ver poesia num café
mas a doçura da tua mão aberta
abriu-me o pensamento e a urgência
de escrever – nem que fosse só um
verso:
que descrevesse a poesia
do breve
movimento do teu toque ternurento sob a
chávena
no exacto ponto, nesse mesmo ponto
onde os meu lábios, depois,
pousaram levemente
Olívia Santos
terça-feira, 29 de abril de 2014
Sede
Subitamente
um pássaro pousa nos meus olhos
saltitante, apressado
entoa um trinado suplicante
no calor da tarde
solto lágrimas
para lhe matar a sede
para lhe matar a sede
Olívia Santos
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